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Três vantagens numéricas que Hillary Clinton teria sobre Trump

A democrata Hillary Clinton fez história em julho ao se tornar a primeira mulher candidata à presidência dos Estados Unidos por um dos principais partidos americanos.

No último debate presidencial, ocorrido no domingo, ela sofreu acusações duras e ataques pesados de seu oponente republicano, mas continua liderando as pesquisas de intenção de voto. Em 8 de novembro, pode dar um passo adiante e se tornar a primeira presidente mulher nos 240 anos da história eleitoral do país._91757022_gettyimages-610602458
Clinton tem três vantagens concretas que podem fazer a diferença para chegar à Casa Branca. São privilégios que estão além de fatores subjetivos, como quem está melhor preparado ou quais propostas podem ajudar mais o país. Tratam-se de vantagens numéricas que favorecem a figura de Clinton e transcendem sua campanha:

1. O ‘‘muro azul’’
No momento, o desordenado cenário eleitoral dos Estados Unidos parece favorecer os democratas. Os eleitores não elegem diretamente o presidente, mas o colégio eleitoral. Cada Estado tem um determinado número de representantes, de acordo com o tamanho da população no censo mais recente.
Na maioria dos Estados, o candidato que obtiver mais votos fica com a totalidade dos membros designados. É tudo ou nada. Dos 538 votos eleitorais, o candidato precisa de 270 para alcançar a presidência. Segundo o site RealClear Politics, que cruza dados de diferentes pesquisas, neste momento, Clinton parece ter vantagem em Estados que concederiam 260 votos eleitorais, enquanto Trump conta com 165. Os outros 113 votos continuam em disputa.

2. O poder das minorias
As mudanças demográficas dos Estados Unidos também favorecem os democratas. O aumento populacional das minorias e a chegada dos millennials (jovens com menos de 30 anos) à política são boas notícias para Hillary Clinton. Na última eleição presidencial, 71% dos latinos, 73% dos asiáticos e 93% dos negros votaram no atual presidente Barack Obama. Por outro lado, os eleitores mais jovens tendem a ser mais liberais em temas como imigração e casamento gay, o que os aproxima mais do Partido Democrata.
Na eleição de 2012, dois terços dos millennials votaram em Obama. Essa vantagem, porém, é reduzida devido às baixas taxas de participação das minorias étnicas nas eleições, em especial os latinos, se comparados aos brancos.

3. A máquina do partido
Uma das diferenças mais óbvias entre Clinton e Trump é a postura que ambos os partidos e seus líderes adotaram em relação aos candidatos. O melhor exemplo foram as convenções nacionais.
Depois de uma feroz eleição primária, Clinton finalmente foi eleita como candidata democrata e as principais figuras do partido, como o atual presidente e a primeira-dama, posicionaram-se a seu favor.
Já a convenção republicana que nomeou Donald Trump nem sequer contou com a presença de ex-presidentes republicanos, como George W. Bush e George H. W. Bush, que se negaram a apoiá-lo.
Para Clinton, contar com o apoio da máquina partidária significa ter ao seu lado uma enorme equipe de funcionários e voluntários que tentam convencer os eleitores de porta em porta. E, na política americana, o trabalho de campo é decisivo. E não é só isso: assim como fez Obama em 2012, a campanha de Clinton usa a tecnologia para detectar e conquistar eleitores através do uso de aplicativos, redes sociais e publicidade online geolocalizada e personalizada.
Já Trump empregou uma estratégia de campanha sem muita infraestrutura partidária, além de contar com um financiamento menor do que o de Clinton no momento, segundo a revista Newsweek. Uma eleição não é vencida na calculadora, mas os números parecem dar várias vantagens a Hillary Clinton.                                          Fonte: BBC.com

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