Caso Djidja: investigação aponta que seita da família da ex-sinhazinha pode ter sido responsável por morte de avó

Portal Tabatinga

Um vídeo gravado na segunda-feira, 27 de maio, às 23h40, mostra Bruno Lima, ex-namorado de Djidja Cardoso, pedindo para ela entregar um frasco de cetamina.

À 0h08, já no dia 28, ele pede para a ex-sinhazinha do Boi Garantido deitar-se. Djidja, de 32 anos, morreu durante a madrugada.

O próprio Bruno encontrou o corpo em outro cômodo da casa, na manhã seguinte. A polícia suspeita que ela morreu por overdose de cetamina.

Entre 2016 e 2020, Djidja cardoso encantou o Amazonas como sinhazinha do boi garantido, no festival folclórico de Parintins. Depois, participou de programas de televisão e abriu uma rede de salões de beleza.

Bruno, de 31 anos, foi preso na sexta-feira (7), em Manaus.

Ele é suspeito de integrar uma quadrilha que vendia cetamina, um anestésico de uso veterinário, e outros medicamentos restritos, sem receita médica.

Segundo a polícia, Bruno fazia parte da seita “Pai, Mãe, Vida”criada por Cleusimar Cardoso e os filhos, Djidja e Ademar.

Por nota, a defesa de Bruno Lima disse que a prisão dele é desnecessária uma vez que ele sempre cooperou com as investigações.

Entre os presos, está Hatus Silveira, um ex-fisiculturista que indicava exercícios físicos e remédios para a família de Djidja.

Na casa dele, os investigadores encontraram seringas e frascos de um medicamento de fortalecimento para animais de grande porte, usado irregularmente por pessoas que querem aumentar a massa muscular.

A investigação apurou que boa parte do dinheiro da rede de salões de beleza de Djidja Cardoso era usado para comprar cetamina. Segundo a polícia, a família pretendia abrir uma clinica veterinária para ter acesso mais rápido à droga.

No fim do mês passado, a polícia prendeu o irmão de Djidja, Ademar, a mãe deles, Cleusimar, e mais três funcionários da rede de salões de beleza.

Segundo a polícia, eles são suspeitos de usar a seita “Pai, Mãe, Vida” como pretexto para usar e vender cetamina, o que caracteriza tráfico de drogas.

Fonte: G1 Amazonas