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Responsáveis por massacres no AM serão transferidos para unidades federais, diz Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, informou que disponibilizará vagas em presídios federais para lideranças envolvidas nos massacres ocorridos nos últimos dias nos presídios do Amazonas. A informação foi publicada na manhã desta terça-feira (28) em sua conta pessoal no Twitter.

“A caminho. Vamos também disponibilizar vagas nos presídios federais para transferência das lideranças envolvidas nesses massacres”, garantiu Moro.

Ainda ontem, o governador do Amazonas, Wilson Lima, conversou com o ministro que assegurou auxílio do Governo Federal para as unidades prisionais do Estado, com reforço da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP). As mortes em dois dias chegaram a 55. Foram 15 mortes no domingo, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), outras 40 já confirmadas em quatro unidades nessa segunda-feira. 

 “Acabei de falar com o ministro Sérgio Moro, que já está mandando uma equipe de intervenção prisional para o Estado do Amazonas, para que possa nos ajudar neste momento de crise e um problema que é nacional: o problema dos presídios. A qualquer momento a equipe de intervenção do Ministério da Justiça desembarca no Estado para nos ajudar”, disse o governador.

Em Manaus, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), com o apoio do Sistema de Segurança, realiza intervenções em todo o sistema prisional. Durante as intervenções no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), nesta segunda-feira (27/05), foram encontrados 42 detentos mortos, todos com indícios de morte por asfixia.

A Seap já iniciou investigações para identificar os responsáveis pela ocorrência de domingo. As mesmas medidas serão tomadas em relação às mortes registradas nesta segunda-feira. Os resultados destas apurações serão encaminhados à Justiça. A secretaria também vai adotar medidas disciplinares nos presídios, a exemplo do que já fez no Compaj.

Fonte: Acrítica.com

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