NovidadesSaúde

Em Tabatinga, anestesista presa pela PF, é liberada para fazer cirurgias na UPA

Diretora da Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, Pauline Campos, foi liberada por algumas horas para fazer duas cesarianas. Secretário de saúde, Pedro Elias, informou que novo profissional será encaminhado à cidade

A anestesista identificada como Pauline Campos, presa na operação ‘Maus Caminhos’, deflagrada terça-feira, 20, foi liberada por algumas horas em Tabatinga para realizar procedimentos cirúrgicos por conta da ausência de profissionais na cidade. Segundo o secretário de saúde do Amazonas, Pedro Elias, um novo especialista foi enviado à cidade nesta quarta-feira (21).

show_pauline

A anestesista e diretora da Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, Pauline Campos, é uma das envolvidas na operação. A maternidade é uma unidade de saúde gerenciada pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) em parceria com a organização social “Instituto Novos Caminhos”, investigada durante o processo.

Conforme A CRÍTICA apurou, a profissional foi liberada pela polícia pelo fato de não existir outro especialista para realizar o procedimento na cidade. O secretário de saúde, Pedro Elias, confirmou o caso. “Ela é diretora da maternidade e acabou sendo afastada ou recolhida pela polícia, não sei ao certo, por conta da operação (Maus Caminhos). Duas cesarianas estavam marcadas para hoje (terça-feira) e, excepcionalmente, ela foi liberada para fazer os procedimentos e em seguida foi levada pela polícia novamente”, disse o secretário.

Questionado se a situação prejudicaria novas cirurgias, ele afirmou que um novo profissional será encaminhado à cidade nesta quarta-feira, por volta das 7h. “Negociei com uma empresa de anestesia daqui de Manaus a ida de um anestesiologista para Tabatinga. É uma situação de emergência e, nesse caso, nenhuma pessoa na unidade ficará prejudicada até que resolvamos isso definitivamente”, declarou.

Operação “Maus Caminhos”
A operação deflagrada pela PF desarticulou uma organização criminosa que desviava recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com as investigações, há o envolvimento de agentes públicos e empresários em fraudes que somam mais de R$ 110 milhões. Segundo o Ministério Público Federal (MPF/AM), foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, quatro mandados de prisões temporárias, três mandados de condução coercitiva, 40 mandados de busca e apreensão, 24 de bloqueios de bens e 30 de sequestros de bens.

Fonte: Acrítica.com

Deixe Sua Curtida
Curtir Amei Haha Uauu Triste Grrr

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios