quinta-feira, 16 fevereiro de 2017
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Outubro Rosa: “O que parecia o fim, me transformou em uma mulher mais forte”, Tania Ieda

Tania Ieda Luzeiro Castro foi diagnosticada há 4 anos com câncer de mama e, após vencer o processo mais difícil da doença, deu um depoimento como parte da campanha Outubro Rosa, na qual o Jornal Portal Tabatinga mostra todos os anos uma história inspiradora de alguém que superou o câncer de mama com coragem e determinação. Leia seu depoimento:

img_3236  img_3245 Lembro-me de ter tomado banho e após ter colocado automaticamente a mão no seio direito. Confesso que o espanto foi enorme e resolvi buscar o Hospital de Guarnição de Tabatinga para fazer uma mamografia. O resultado veio meses depois quando eu estava em viagem a serviço em Manaus, resolvi pegar o resultado e levar passar em um médico mastologista. Ele me pediu uma biopsia logo de cara.
Demorou um pouco mais de um mês até que o resultado da biópsia chegasse em nossas mãos. O nódulo palpável tinha o tamanho de um caroço de feijão e segundo o exame, todas as características de malignidade. O médico foi muito direto comigo, sem rodeios me deu o resultado positivo para Carcinoma.
Meu mundo desabou naquele momento. Operei 23 dias após o diagnóstico e a cirurgia foi para retirada completa da mama direita (mastectomia radical). Logo em seguida comecei as dolorosas sessões de quimioterapia e radioterapia, o qual considero o momento mais difícil que hoje considero superável. img_3248
Eu não sei explicar a sensação que nasceu em mim logo após o recebimento do diagnóstico. O câncer não é a minha doença, mas sim minha e de toda a minha família.
Inicialmente, sabia que tinha que ficar bem por eles e principalmente pela minha filha Ana Vitória. Depois, fui me (re) descobrindo e assim, agradecendo a Deus pela oportunidade de “renascer” todos os dias. O câncer chegou, trouxe um milhão de coisas novas e só levou a minha mama. O resto pelos e cabelos foram estados temporários e nasceram muito mais lindos.
São as minhas cicatrizes que mostram e relembram o meu caminho, e isso é marcante.
Hoje eu admito com toda convicção desse mundo: foi o processo que gerou a falta do meu seio que me transformou em uma mulher extremamente forte. Sou casada, e expor o meu corpo pode até me preocupar um pouco, mas quando lembro a minha história, respiro fundo e sinto um grande orgulho por chegar onde cheguei: eu não sou aquilo que me falta. E agradeço a maturidade que recebi junto à doença para reconhecer isso.
Acreditei muito no que estava sentindo e segui meu coração dentro das escolhas que me foram impostas por esse elemento chamado ‘‘câncer”.
Agradeço a Deus todos os dias pelo dom da vida e esse foi o meu recado a todas as mulheres tabatinguenses, que já passaram, passam ou conhecem alguém que esteja passando por isso. Erga a cabeça e vença! Você pode!

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Fotos: Henok Golvim

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