sexta-feira, 17 fevereiro de 2017
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Operação Maus Caminhos provoca mudanças em três unidades hospitalares do Amazonas

A investigação apontou que a instituição responsável por administrar as três unidades recebeu pelos serviços mais de R$ 276 milhões, de abril de 2014 a dezembro de 2015

O secretário de saúde do Estado do Amazonas, Pedro Elias, divulgou com exclusividade para a reportagem algumas mudanças na direção de três unidades hospitalares que foram alvos da Operação Maus Caminhos, deflagrada na última terça-feira (20) para desarticular uma organização criminosa que desviava recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.

show_maternidadeA Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, de Tabatinga, passou a ter
um novo diretor. Foto: Reprodução/Internet

 A investigação teve início em análise da Controladoria Geral da União (CGU) sobre a concentração atípica de repasses do Fundo Estadual de Saúde à organização social Instituto Novos Caminhos (INC). De abril de 2014 a dezembro de 2015, a entidade recebeu mais de R$ 276 milhões para administrar a Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz (em Tabatinga), o Centro de Reabilitação em Dependência Química do Estado do Amazonas (Rio Preto da Eva) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Campos Sales (Manaus).

Conforme a portaria enviada pelo secretário com exclusividade ao Jornal A CRÍTICA, os novos diretores das unidades são André da Silva Alves, que passa a ser responsável pela Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz; Maria de Lourdes Ribeiro Siqueira, que fica à frente do Centro de Reabilitação em Dependência Química do Estado do Amazonas; e Valéria Costa de Matos, que passa a comandar a UPA do bairro Campos Sales.

Ainda de acordo com o documento, a competência dos intervetores estará adstrita à adoção de medidas necessárias ao regular desenvolvimento dos serviços de saúde inerentes às unidades em questão. A intervenção objeto da portaria terá seu prazo de vigência de 90 dias, prorrogáveis a critério da administração.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava a INC para fugir dos procedimentos licitatórios regulares e permitir a contratação direta de empresas prestadoras de serviços de saúde.

Até o momento, a CGU apurou desvios que somam mais de R$ 110 milhões em prejuízo aos cofres públicos. As fraudes envolvem ainda, além dos serviços médicos e de administração, a prestação dos serviços auxiliares de saúde, como lavanderia, limpeza, refeições hospitalares e portaria.

Fonte: Rafael Seixas – A Critica.com

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