quarta-feira, 15 fevereiro de 2017
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‘Governo não tinha controle dos contratos da Susam’, diz procurador da Maus Caminhos

A investigação liderada pela PF revelou que houve má gestão do dinheiro público por parte do governo e que o Estado poderá ser indiciado por crime de responsabilidade

O procurador da República Alexandre Jabur, coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), apresentou na manhã desta quinta-feira (24) a denúncia contra 16 pessoas acusadas de desvio de recurso público na saúde do Amazonas, envolvidos na operação Maus Caminhos.

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A investigação liderada pela Policia Federal revelou que houve má gestão do dinheiro público por parte do governo, não se sabe por conivência ou por falha de gestão, e que o Estado poderá ser indiciado por crime de responsabilidade.

Apontado como líder de um esquema que desviou milhões, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, pode pegar até 20 anos de prisão, quanto os outros envolvidos podem pegar penas de até 12 anos. De acordo com o MPF, os envolvidos foram denunciados por constituição, promoção, financiamento, e integração de organização criminosa.

Para o procurador, o que mais chamou atenção durante as investigações, foi a total falta de controle do Governo do Estado em relação aos contratos da saúde. “Identificamos a falta total ou nenhum cuidado nas contratações realizadas pela Susam, um alto nível de desordem administrativos e graves ilegalidades na secretaria”, afirmou Jabur.

Um fato novo que surgiu nas investigações foi a existência  de um braço  armado formado por policiais militares e civis que faziam a segurança dos integrantes durantes os  saques, e que os mesmos praticavam tortura. Segundo o procurador, o comandante deste grupo de policiais era o Coronel Aroldo Ribeiro, ex-subcomandante geral da PM.

Envolvidos

Alessandro Viriato Pacheco, Antônio de Melo Marques, Davi de Azevedo Flores, Erhard Lang,Gilberto de SOuza Aguiar,Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silba, Márcia Alessandra Silva do Nascimento, Mouhamad Moustaf, Pablo Gnutzmann Pereira, Pauline Azevedo Sá Campos, Priscila Marcolino Coutinho, Rodrigo Fernandes Arol, DIlson Maciel de Jesus, Euler de Paula Baumgratz, Gilmar Fernandes Correa e Paulo Roberto Bernardi Galaci serão julgados e devem responder pelos crimes.

Maus Caminhos

Em setembro deste ano a Polícia Federal em parceria com diversos órgãos, deflagrou em Manaus e em mais quatro cidades brasileiras, a Operação Maus Caminhos. A operação teve o objetivo de desmantelar um esquema que desviava verbas da Saúde do Estado. Segundo a PF, os desvios de verbas ocorriam desde abril de 2014.

O médico e empresário Mouhamad Moustafa foi apontado como o líder do bando, que envolvia o Instituto Novos Caminhos (INC), de propriedade dele, e mais três empresas fornecedoras de serviços de saúde para alguns hospitais do Estado, que também eram ligadas ao médico e empresário, como a Salvare Serviços Médicos Ltda, Sociedade Integrada Médica do Amazonas Ltda (Simea), e a Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda.

Segundo a PF, o Instituto Novos Caminhos recebia cerca de 40% de todos os recursos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas e, a partir daí, ocorriam os desvios, que ultrapassam os R$ 100 milhões. O esquema sustentou uma vida de luxo e ostentação para o médico, que possuía veículos de alto padrão, imóveis, avião a jato e helicópteros.

Fonte: Acritica

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